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VivaoColetivo



Depois da chuva...

Vem a bonança.

Parabéns São Paulo, parabéns tricolores, parabéns Nação, parabéns Taum Zi, parabéns Mutantes. Um aniversário inesquecível.

Depois de uma espera de uns quarenta minustos com uma chuva chata que ia e vinha, Nação Zumbi entra no palco começando com Hoje Amanhã e Depois, duvidei no começo de que tocariam sucessos passados, mas o Nação não faria isso. Fizeram uma marcha coletiva por todos os discos. Incitando o povo a cantar, pular e dançar.

Depois de mais uma esperinha, bate papo com pessoas novas, lá que surge um ser, um ser doido aliás, sua testa e suas bochechas faziam caminhos de batom vermelho em sua face (é o que parecia), sua roupa um tanto maluca com um disco na barriga, depois de um tempo que fui entender aquilo. Tom Zé começou o show com uma musiqueta da disenteria, obviamente, fez a galera aprender e cantar. Com suas piadinhas, mesmo as sem graça, todos riam. O artista ali era ele! Um show até que rápido e muito agradável. Depois disso, mais espera e a fadiga já estava presente nos corpos jovens, pessoas pareciam brotar do chão, gente nova, gente velha, criança perdida, gente folgada, gente espaçosa e com tanta gente o público chegou a 50mil e tudo muito compensado pelos Mutantes, nem a canseira do corpo agüentava com eles, dando-me ao luxo de pular, cantar e dançar novamente.

Chegaram pelas escadas do monumento à Independência, Sérgio estava vestido como D. Pedro 1º com uma espadinha, Zélia com uma coroa de flores trazia um pequeno bolo em uma das mãos, Arnaldo usava batina e crucifixo, provavelmente alusão ao padre José de Anchieta. 

Começaram com Dom Quixote, não lembro a ordem, mas a lista era das grandes e das boas, tocaram Caminhante Noturno, Ave Gengis Khan, Tecnicolor, Virgínia, Cantor de Mambo, El Justicero, A minha menina, Top Top, Ando meio Desligado, Baby. Tom Zé chegou na bagunça, como esperado por alguns, cantou Dois Mil e Um e Em Qualquer Bobagem, enfim os caras dos Mutantes se despediram duas vezes do público, despedidas em vão, na primeira vez que voltaram cantaram Bat Macumba e Panis Et Circenses, onde ficaram muito tempo com as pessoas na sala de jantar. Despediram-se novamente, começamos a ir embora, corpos exaustos, muita gente ficou esperando a nova vinda na qual eu não acreditava, mas por incrível que pareça eles voltaram, é verdade, eles voltaram e cantaram, depois de tanto tempo sem se apresentar, lá estavam eles dando um verdadeiro show, pra paulistanos, cariocas, gringos...

Cantaram novamente a Balada do Louco.

E Louco é quem me diz que não foi a esse show!

 



Escrito por Letícia Lins às 09h22
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Opa...

Já que o assunto do blog é música:

Rádio Viva o Coletivo.

http://www.yesmusica.net/ra.asp?varcoRadio=104



Escrito por Letícia Lins às 08h53
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Grande bosta...

Caos visceral
por Leandro Carbonato

Banda Ludovic ganha respeito na cena underground com rock e apresentações poderosos

19/01/2007
O quinteto paulistano Ludovic começou de forma despretensiosa. Gravou uma demo sem grande alarde em 2001 e só foi lançar seu disco de estréia em 2004. A repercussão foi tão positiva que surpreendeu – e empolgou - até mesmo os próprios integrantes da banda. O novo disco, Idioma Morto, foi lançado ano passado e deu status de sensação para o Ludovic, aparecendo em várias listas de melhores do ano – inclusive na da TramaVirtual. Os shows da banda são outro ponto a ser destacado, sempre energéticos e muitas vezes surpreendentemente viscerais. Em entrevista à TramaVirtual o vocalista Jair Neves conta mais sobre a trajetória do Ludovic.
 


Escrito por Letícia Lins às 22h49
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Como vocês começaram a banda?
A banda começou em 2000 sem muitas pretensões, a bem da verdade a idéia era basicamente juntar umas pessoas que pudessem me ajudar a gravar umas músicas que eu tinha escrito na época e, dependendo do resultado, fazer alguns poucos shows. Depois que a gente começou a divulgar essas primeiras gravações, porém, deu pra perceber que algumas pessoas ficaram bem entusiasmadas com aquilo, e a repercussão acabou sendo bem melhor do que o esperado. Mas era uma coisa bem descompromissada mesmo, tanto é que nos dois primeiros anos de banda a gente deve ter feito apenas uns cinco ou seis shows. Só começamos a tocar com mais freqüência mesmo quando estávamos para lançar o Servil.

O primeiro disco, Servil, teve uma ótima repercussão, ganhando até alguns prêmios da crítica especializada. Você esperava uma aceitação tão grande?
Eu não me lembro de ter pensado muito a respeito na época em que estávamos fazendo o disco. Sinceramente, acho que eu nem sequer pensei que muita gente fosse dar atenção para a nossa banda. Era uma época em que poucas bandas do circuito dito "underground" cantavam em português, era tudo muito segmentado, você tinha que se encaixar numa determinada vertente para conseguir alguma projeção e a gente se sentia um pouco deslocado no começo, porque não éramos uma banda de hardcore, muito menos uma guitar band ou qualquer coisa assim, então eu esperava que as pessoas fossem ter uma resistência muito maior com relação às músicas que a gente tocava. Sei lá, no fim das contas dá pra dizer que tudo o que aconteceu com a gente depois que o primeiro disco foi lançado era realmente imprevisível, desde o respaldo do público até os prêmios e resenhas positivas que a gente recebeu.

Vocês acabaram tocando no começo mais com bandas e em festivais de hardcore e quem lançou foi o Nene Altro (vocalista do Dance of Days) que é um cara inserido nessa cena. Tudo isso não acabou taxando vocês como mais uma banda de hardcore naquela época?
Nunca fomos classificados como "hardcore", até onde eu me lembre. Acho que foi aí que surgiu a coisa de nos chamarem de "pós-punk", meio que um jeito de fazer o público mais ortodoxo de punk rock e derivados não nos odiar logo de cara. Essa época em que tocávamos bastante com o Dance of Days rendeu uns episódios muito engraçados justamente por causa disso, era visível em alguns shows que o público deles não entendia ou não estava familiarizado com o que nós fazíamos. Mas nós sempre tocamos com todo tipo de banda desde que nós começamos, em todos os lugares que você possa imaginar, então isso colaborou para que a gente nunca ficasse preso a um determinado segmento ou a uma cena específica.

Vocês acabaram de lançar o Idioma Morto, disco que está sendo muito bem falado também. Como rolaram as composições?
Geralmente eu levo nos ensaios uma idéia inicial das músicas e nós todos trabalhamos em cima durante algum tempo. Uma das coisas que eu mais gosto do Idioma Morto é o fato de ser um disco bem mais coletivo do que o primeiro, bem mais representativo no que diz respeito à bagagem musical de cada um dos integrantes. Ao contrário do que aconteceu no nosso disco de estréia, dessa vez todos tiveram uma importância muito grande no desenvolvimento das composições, tem uma música do Ezekiel no disco, outra feita por ele e pelo Eduardo, isso nunca tinha acontecido antes, eu torço para que eles continuem contribuindo nesse sentido, cada vez mais.

Falando da bagagem musical, quais influências você destaca?
Bom, é meio difícil falar por todo mundo, dá pra contar nos dedos quais as bandas de quem nós cinco gostamos. Falando de coisas que eu sei que cada um de nós anda ouvindo ultimamente, dá pra citar Morphine, Black Keys, Replacements, Vanguart, Kate Bush, Raincoats e Eagles of Death Metal. Sem contar as influências que são declaradas desde o começo da banda, tipo Sonic Youth, Patti Smith, Mekons, Black Flag, Fellini, Patife Band, Dylan, etc...

Os shows do Ludovic são sempre bastante "caóticos". De onde vem a inspiração para toda a performance?
Depende da ocasião, não sei, essa é uma pergunta difícil. O que eu posso falar "em minha defesa", por assim dizer, é que o que acontece comigo em cima do palco está muito ligado ao conteúdo das letras, é tudo extremamente pessoal e tem um valor emocional imenso para mim. Sinceramente, se eu pudesse eu tentaria amenizar esse lado do que a gente faz, porque a última coisa que eu quero é que a dita "performance" acabe chamando mais atenção do que a música que a gente toca (o que já aconteceu mais vezes do que eu gostaria), mas eu já percebi que é algo que tá um pouco além do meu controle, infelizmente.

Como você percebe quando a "performance" chama mais atenção do que a música?
Bom, dá pra perceber quando publicam umas coisas estranhas sobre a gente, deixando a música de lado e dando uma ênfase absurda no lado, sei lá, "cênico" do negócio. E tem gente que você percebe que vai nos shows para ver se eu vou me machucar, qual a loucura que a gente vai fazer dessa vez, se algum músico vai sair sangrando. Parece ridículo, eu sei, mas acontece.

Compor em português é mais difícil, e as letras do Ludovic me parecem sempre muito seguras e diretas. Sobre o que você gosta de falar? Existe uma linha a ser seguida por você mesmo?
Não, nem pode existir! Uma das minhas maiores preocupações para esse segundo disco foi tentar não seguir nenhuma espécie de fórmula do que foi feito no Servil, especialmente no que diz respeito à estrutura de texto, temas das músicas, essas coisas. Na verdade eu só comecei a ouvir rock porque gostava do jeito que as letras eram trabalhadas nesse tipo de música, eu sempre valorizei mais um bom letrista a um bom músico, então eu sempre dei uma importância gigantesca a essa parte na nossa banda. Eu não consigo falar de coisas que não tenham um grande significado pessoal, quase sempre são coisas muito íntimas. E ao contrário do que podem pensar, nem sempre é sobre amor ou coisa do tipo, na verdade quase nunca é. Quando eu falo sobre isso, tento ao máximo falar de um jeito não-convencional, ou usar uma abordagem que não seja comum em bandas desse gênero. Pode ser que eu não consiga e faça exatamente a mesma coisa, mas pelo menos eu tento não cair nesse estereótipo.

Vocês tocaram em alguns festivais pelo Brasil, certo? Isso ajudou bastante na divulgação também, acredito. A recepção sempre foi boa fora de São Paulo?
Sempre foi muito boa, até arrisco dizer que alguns dos nossos melhores shows foram fora de São Paulo, onde nunca havíamos tocado antes. O Brasil é um país de proporções continentais e nós ainda não tocamos em metade dos lugares que pretendemos, mas quase sempre que viajamos nós nos deparamos com um público extremamente caloroso e com bandas locais incríveis, e completamente desconhecidas por aqui.

O que você espera daqui pra frente? Quais suas expectativas em relação à banda? O que vem de novidade?
Não temos expectativas muito grandes em relação à banda, eu acho. Pretendemos continuar fazendo o que nós gostamos de fazer, ou seja, compor, gravar, tocar por aí, e eu quero que a gente consiga evoluir sempre nesse sentido, nos tornarmos uma banda cada vez melhor com o passar do tempo... Enfim, não sei, seria legal também se um dia todos nós pudéssemos largar os nossos empregos para viver exclusivamente em função das nossas atividades enquanto "músicos" ou coisa que o valha, mas se não der, tudo bem, paciência. Depois de algum tempo fazendo isso, você aprende na marra que não dá pra pedir muito desse negócio de tocar numa banda de rock no Brasil. O simples fato de a gente continuar fazendo isso depois de tanto tempo, de continuarmos gostando e sentindo orgulho do que nós fazemos e, especialmente de não estarmos sozinhos nisso, já é bom o bastante.



Escrito por Letícia Lins às 22h48
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Meus 22...

 

Eu me rendi aos meus pais; ao amor; ao capitalismo;

à música, livros, e filmes, rendi-me à museus, galerias, feiras;

ao cabelo curto e às unhas vermelhas; também me rendi ao youtube;

ao rap; à tomar uma cervejinha de vez em quando com um papo.

Rendi-me ao fascínio de viver, mas não deveria.

 

 

 

 



Escrito por Letícia Lins às 00h10
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