Nascedouro Abrindo os olhos pra tudo que brilha, tudo que brilha Mas nem só de ouro, nem só de ouro Acende a vida e inicia o grande drama Apressado e sem ensaio Sangrando uma vez por dia e nascendo de novo Aprendendo no jogo E ainda digo que Que nem só de ouro, nem só de ouro É preciso pra viver Ladeira descendo e ainda dizer
Quem não vai torcer Pro coração bater Dá-lhe viver! Dá-lhe viver!
E quem não vai torcer Pro coração bater Dá-lhe viver! Dá-lhe viver!
Espetáculo “João Donato e a Nova Geração”, no dia 08 de julho, com dois shows reunindo o instrumentista e compositor e a nova geração da música brasileira: Adriana Calcanhotto, Bebel Gilberto, Fernanda Takai, Marcelo Camelo, Marcelo D2 e Roberta Sá. No dia 09 de julho será gratuito, voltado para o parque.
Serviço:
Dia 8 de julho, terça-feira Horário: 21h Abertura dos portões - 19h30 Preços: Platéia – R$ 130,00 (inteira) – R$ 65,00 (meia) Setor Superior fileiras de M a P – R$ 30,00 (inteira) – R$ 15,00 (meia)
Dia 9 de julho, quarta-feira Horário: 17h. Show gratuito, voltado para o parque (fundos do Auditório)
Telefone de contato – 4003-2050 Classificação etária – livre
Venda de ingressos, apenas via Internet ou callcenter Internet – Ticketmaster - www.ticketmaster.com.br Call Center (de segunda a sábado, das 9h às 21h) (11) 6846-6000 em São Paulo Em agosto terão as aberturas de vendas de ingressos para João Gilberto e Roberto Carlos e Caetano Veloso.
Eu lembro de todas as minhas paixões, das mais bobas, das que eu achava que era de verdade, das que poderiam ser de verdade. rs.
Mas quando a gente tá mesmo apaixonado é bom demais, é tão bom que chega a ser ruim, principalmente quando essa paixão não é correspondida.
Lembro da minha primeira paixão, eu estava na pré-escola, o nome dele era ou deve ser ainda Eduardo. Eduardo tinha os olhos mais azuis que alguém poderia ter, sua pele muito clara, e seu cabelo preto, mas ele não gostava de mim, ele gostava de uma loirinha, não lembro o nome dela. Até que no dia da festa junina ele veio deu um beijo na minha bochecha e deve ter segurado minha mão por uns cinco minutos e logo saio correndo. Depois desse dia, as vezes ele sentava do meu lado na hora da merenda e sempre sentava do meu lado no corre cotia. Ele não resistiu a moreninha... hhahaha. Bom, mas continuando a minha história, depois do Eduardo eu me apaixonei por um outro Eduardo, só que esse tinha os olhos verdes e era meu primo. Essa paixonite só ocorria quando eu ia passar umas férias ou quando eu ia pro Paraná, ele não gostava de mim, e o pior, o irmão dele gostava, meu primo André sempre ficava correndo atrás de mim nas brincadeiras, ahhh, como eu odiava o André quando ele me segurava. A minha próxima e bem ligeira paixonite foi o Ricardo da primeira série. Ele era loiro dos olhos azuis, claro! Ela foi bem ligeira porque a gente brincou de mostra o seu que eu mostro o meu, só que somente ele mostrou, hahaah lembro tudinho como se fosse hoje. Eu vi e sai correndo rindo... hahaha. Já na segunda série era o Nelson e o Argentino (tinha um argentino na minha sala) que gostavam de mim, só que o Nelson comia caquinha de nariz... Bah!! haha. O argentino era legal, sempre me dava chocolate e a gente sempre conversava. Foi na segunda série também que tive meu 'primeiro' namorado, ele se chamava Obeidi, a gente era bem amiguinho, mas ai no dia que ele me pediu em namoro a gente 'nunca' mais conversou, e dois dias depois ele saiu da escola. Enfim, na terceira sério foi o Thiago, na quarta o Leonardo, que aliás foi o meu primeiro beijo. Na sexta, humm, ahh... Não era do colégio, ele era vizinho de uma amiga minha a Bel, a gente se conheceu em um dia, ai ele me ligou durante uma semana e acabou. Quando eu fiz 13 anos tive minha primeira paixão de verão, o Rafael, mas minha amiga gostava dele também, ai nem rolou nada, no mesmo ano, o Higor gostava de mim, mas eu não gostava nada dele e mesmo assim foi o meu segundo beijo, e depois do beijo comecei a gostar um pouquinho dele. Na oitava foi o Rafael, meu terceiro beijo. Ai teve o Eliézer, minha segunda paixão de verão. Agora, já no primeiro ano do ensino médio, começo a me interessar pelo o Bruno (meu amigo até hoje) que logo que ficou sabendo que eu gostava dele me pediu em namoro, eu no outro dia aceitei, só que depois do beijo eu fugi dele. Durou uma semana, sendo que só o vi no dia do beijo e dava desculpas pra não atender o telefone. Foi o meu segundo primeiro namoro que não existiu, na paixão de verão foi o Ricardo que era feeeeeio, mas muuuuito bacana, ele é de Goiás, também não deu em nada, eu era muito tímida e só gostava de meninos mais tímidos ainda. Com os meu dezesseis eu gostava o Fábio, sempre brincavam com a gente, mas nunca deu em nada, acho q eu gostava dele até antes viu. Outra paixonite inesquecível foi o Rapha, ele era da ETE, mas ele não quis ficar comigo porque os amigos dele não me achavam muito bonita. Azar, depois quando ele quis e eu tava afim de outro, o Leonardo; meu quinto beijo, eu gostava dele, pra variar, loiro dos olhos azuis, mas o beijo dele foi tão ruim, que no dia até passei mal, é sério, passei mal mesmo, com febre e tudo mais, como eu fugi desse menino. Mas logo depois me apaixonei pelo Tomás, e depois de uma história gigantesca que durou quase 6 meses, beijei ele no cinema.
Agora, por que eu estou escrevendo sobre isso? Bom, hoje uma pessoa de quase setenta anos veio me falar que estava feliz porque era a primeira vez que estava apaixonada, e ela com um brilho nos olhos falava:
Mais cinemateca e como sempre com muuuita categoria.
PHILIPPE GARREL
01 a 05 de julho de 2008
Filho do ator Maurice Garrel e pai do jovem ator Louis Garrel, o cineasta PHILIPPE GARREL nasceu em Paris, em 1948, e tornou-se mais conhecido pela repercussão de seu filme Os amantes constantes (Les amants réguliers, 2004) sobre maio de 68. Sua última realização, La frontière de laube, participou da competição oficial do Festival de Cannes de 2008. Distante do chamado cinema comercial, Garrel sempre optou pela experimentação, recusando uma linguagem tradicional. Senhor de um discurso pessoal, seus filmes constroem-se de longos planos bastante elaborados, tendo sido agraciado com o prêmio Jean Vigo. A Cinemateca Brasileira exibirá dois de seus filmes inéditos comercialmente: Já não ouço a guitarra (Jentends plus la guitarre, 1991) premiado com o Leão de Prata no Festival de Veneza e O nascimento do amor (La naissance de lamour, 1993).
Estudantes do Ensino Fundamental e Médio de Escolas Públicas têm direito à entrada gratuita mediante a apresentação da carteirinha.
PROGRAMAÇÃO
01.07 I TERÇA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
19h20 - Já não ouço a guitarra
02.07 I QUARTA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
19h30 - O nascimento do amor
03.07 I QUINTA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
21h30 - Já não ouço a guitarra
04.07 I SEXTA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
21h10 - O nascimento do amor
05.07 I SÁBADO
SALA CINEMATECA PETROBRAS
19h10 - O nascimento do amor
21h10 - Já não ouço a guitarra
FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES
Já não ouço a guitarra (Jentends plus la guitarre), de Philippe Garrel
França, 1991, 35mm, pb, 98 | Legendas em português
Benoit Regent, Johanna Ter Steege, Yan Colette, Mireille Perrier, Brigitte Sy
Filme autobiográfico, dedicado postumamente à cantora e modelo Nico (ex-Velvet Underground), ex-mulher de Garrel e musa dos filmes que o cineasta rodou na década de 1970. De volta à Paris após os incidentes de maio de 68, Gerard passa seus dias fumando haxixe e sonhando com a bela Marianne.
O nascimento do amor (La naissance de lamour), de Philippe Garrel
França/Suíça, 1993, 35mm, pb, 94 | Legendas em português
Lou Castel, Jean-Pierre Léaud, Johanna Ter Steege, Dominique Reymond, Marie-Paule Laval
Os dramas existenciais e afetivos dos amigos Paul e Marcus, um ator e o outro escritor, ambos de meia-idade e às voltas com problemas com suas mulheres, revelam o vazio da experiência humana.
ROBERT BRESSON
01 a 06 de julho de 2008
ROBERT BRESSON (1901-1999) é considerado um dos maiores cineastas franceses do século XX. Graduado em artes plásticas e filosofia, Bresson tentou carreira como pintor antes de se converter ao cinema. Seu primeiro filme foi o média metragem Les Affaires publiques (1934). No início da Segunda Guerra Mundial, Robert Bresson foi enviado como prisioneiro de guerra a um campo de concentração alemão, onde ficou preso por mais de um ano. Dois anos depois, deu início à produção de uma série de longas-metragens que evidenciam sua inclinação pela temática religiosa e sua opção por um estilo de cinema avesso a psicologismo e excessos, em que os atores (quase sempre amadores) são "modelos" que servem à escrita da imagem. Robert Bresson é, com frequência, associado ao jansenismo, doutrina criada no século XVII pelo teólogo holandês Cornelius Jansen, que prega um extremo rigor moral. Em 1975, Bresson publicou o clássico Notas Sobre o Cinematógrafo, uma coletânea de anotações e aforismos onde o diretor expõe seus pontos de vista sobre a realização cinematográfica.
PROGRAMAÇÃO
01.07 I TERÇA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
21h20 - Mouchette, a virgem possuída
02.07 I QUARTA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
18h00 - O processo de Joana D'arc
21h30 - A grande testemunha
03.07 I QUINTA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
18h00 - O batedor de carteiras
19h40 - Mouchette, a virgem possuída
04.07 I SEXTA
SALA CINEMATECA PETROBRAS
18h00 - A grande testemunha
19h50 - O processo de Joana D'arc
05.07 I SÁBADO
SALA CINEMATECA PETROBRAS
17h20 - Mouchette, a virgem possuída
06.07 I DOMINGO
SALA CINEMATECA PETROBRAS
16h30 - A grande testemunha
18h30 - O batedor de carteiras
20h30 - O processo de Joana D'arc
FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES
O batedor de carteiras (Pickpocket), de Robert Bresson
França, 1959, 35mm, pb, 75 | Legendas em português
Jean Pelegri, Martin Lassale, Pierre Etaix, Pierre Lemarie
Baseado em Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski, o filme é considerado um dos mais importantes da história do cinema. Bresson revela o cotidiano e as fixações de um jovem batedor de carteiras que encontra nesta atividade criminosa uma verdadeira forma de expressão.
A grande testemunha (Au hasard Balthazar), de Robert Bresson
França, 1966, 35mm, pb, 90 | Legendas em português
Anne Wiazemsky, F. Lafarge, P. Klossowski, Walter Green
A triste trajetória do jumento Balthazar, desde sua infância idílica, cercado por crianças que o adoravam, até a idade adulta, quando é tiranizado e tratado como animal de carga. Balthazar só vai encontrar um pouco de paz no dia em que um velho moleiro passa a acreditar ser o burro a reincarnação de um santo.
Mouchette, a virgem possuída (Mouchette), de Robert Bresson
França, 1967, 35mm, pb, 87 | Legendas em português
J.C. Guilbert, Maria Cardinal, Nadine Nortier, Paul Hebert.
História de uma menina do campo violentada por um caçador é o ponto de partida para o diretor colocar em evidência, de maneira implacável, a miséria e a crueldade humanas. Escolhi [filmar] La nouvelle histoire de Mouchette porque não encontrei no livro nem psicologia, nem análise, disse certa vez Robert Bresson.
O processo de Joana d'Arc (Le procès de Jeanne d'Arc), de Robert Bresson
França, 1962, 35mm, pb, 65 | Legendas em português
Florence Delay, Jean-Claude Fourneau, Roger Honorat, Marc Jacquier
Bresson reconstitui, com seu rigor característico, a prisão, o julgamento e a execução de Joana DLArc, baseando-se exclusivamente em documentos históricos. Ao lado de A Paixão de Joana DLArc, de Dreyer, esta é a mais genial e fascinante versão cinematográfica do martírio dessa importante figura da história da humanidade.
Uma vez tentei fazer um fotolog, aliás... Não fiquei na tentativa eu fiz um, mas não consegui prosseguir por muito tempo com ele, sempre vejo fotologs alheios e acho que a maioria das pessoas que têm fotolog são pessoas muito felizes ou aparentam ser, mas daquele tipo de felicidade que nunca acaba, do tipo que 'todo mundo' quer ou busca, e por que os outros parecem ser muito mais felizes que eu? Eu nunca tinha pensado nisso antes, mas depois de algumas fotos de fotologs... Sei lá, a vida é tão boa, nunca acaba. Talvez o fotolog tenha esse propósito ou será que é isso inveja? hahaha, acho que o segredo tá nas poses com caras e bocas. Fato. Ninguém é feliz o tempo todo. Ou isso existe?
Vou colocar aqui uma foto bem típica de um fotolog.
_**Aniversário da Erikota**_
Viu? Pareço feliz? Todo mundo ai parece feliz.
O que? Que alcoolizada oque ow... É suco de laranja, tá cego?
Viva Che! Sai do cinema faz poucas horas, gostei do documentário, cada um tem seu Che, essa é a 'moral' do filme. Até livro mágico ele possuia ou possui.
Blogueiros Fracassados... E hoje vi o quanto isso é verdade, o Alexandre Pires tá com um blog aqui na uol como convidado, acho que ele escreveu umas cinco vezes, tudo bem que tem umas dicas bacanas de samba lá, mas o cara em um mes até agora teve 12.252 visitas e eu em um pouco menos de dois anos de blog tive 2.879, detalhe que as visitas que eu faço, mesmo blogada contam. Nem sei porque voltei a escrever aqui, mas to gostanto de novo, então...
Acabei de receber uma piada muito boa! E só vou postá-la aqui porque eu acredito nessa experência.
Vida de Casado é dureza...
Três mulheres, uma noiva, uma casada e uma amante, decidiram fazer uma brincadeira: seduzir seus homens usando uma capa, corpete de couro, máscara nos olhos, botas de cano alto, pra depois dividir a experiência entre elas. No dia seguinte, disse a noiva:
- Quando meu namorado me viu usando o corpete de couro, botas com 12cm de salto e máscara sobre os olhos, me olhou intensamente e disse: ' Você é a mulher da minha vida, eu te amo'. E fizemos amor apaixonadamente.
A amante contou a sua versão:
- Encontrei meu amante no escritório, com o equipamento completo! Quando abri a capa, ele não disse nada, me agarrou e trepamos a noite toda, na mesa, no chão, de pé, na janela, até no hall do elevador!
E aí a casada contou sua história:
- Mandei as crianças para a casa da minha mãe, dei folga pra empregada, fiz depilação completa, as unhas, escova, passei creme no corpo inteiro, perfume em lugares estratégicos, e caprichei: capa preta, corpete de couro, botas com salto de 15 cm, máscara sobre os olhos e um batom vermelho que nunca tinha usado. Pra incrementar, comprei uma calcinha de lycra preta com um lacinho de cetim no ponto G!. Ainda apaguei todas as luzes da casa e deixei só velas iluminando tudo. Meu marido chegou, me olhou de cima abaixo e disse: - Fala aí, Batman... o que temos para o jantar?
Sempre fui apaixonada pelas palavras de Paulo Leminski.
Paulo Leminski nasceu em 24 de agosto de 1944, em Curitiba, onde passou toda sua vida. Batizado com o nome do pai, descendente de poloneses que se casou com Áurea P. Mendes, filha de militar. Brigou a vida inteira com o irmão mais novo, Pedro, que se enforcou em 17 de dezembro de 1986. Desde muito cedo, Leminski inventou um jeito próprio de escrever poesia, preferindo poemas breves, muitas vezes fazendo haicais (poema japonês de três versos), trocadilhos, ou brincando com ditados populares. Aos 20 anos, publicou seus primeiros poemas na revista Invenção. Casou-se em 1968 com a poeta Alice Ruiz com quem teve as filhas Áurea Alice e Estrela e o filho Miguel Ângelo. Foi Alice quem, dez anos depois da morte do companheiro, pensou em expor, em biografia, a alma torturada e brilhante do poeta a quem sempre amou. Para tanto, conversou com o amigo e escritor Toninho Vaz e, desse novo encontro, nasceu o livro "Paulo Leminski - O Bandido que Sabia Latim". O relato apaixonado não pretende dissertar sobre a qualidade da obra do poeta, mas traça de maneira dramática - e muitas vezes bem-humorada - o perfil do homem ímpar que dava aulas de judô e adorava citações em latim. "Suas biografias de Cruz e Sousa, Bashô, Jesus e Trotski davam a bandeira de sua ligação com os cavaleiros da paixão e da poesia", escreve Toninho Vaz na apresentação da obra. O encontro de Leminski com a irmã de Eduardo Paredes ocorreu alguns anos após Alice Ruiz, vencida na batalha de Leminski contra o álcool e as drogas, sair de casa com as filhas. Durante a agonia do poeta e depois, na morte, cúmplices na dor, Alice e Berenice não se tornaram amigas, tampouco inimigas. Nomes em rima. E só.
Na década de 70, teve poemas e textos publicados em diversas revistas de sua cidade natal - como Corpo Estranho, Muda Código, Raposa - e lançou o seu ousado Catatau, que denominou "prosa experimental", em edição particular.
Em 1983, o poeta passou a publicar pela editora Brasiliense, o que o fez conhecer o sucesso. Passou, então, a colaborar no Folhetim do jornal Folha de S. Paulo, a resenhar livros de poesia para a revista Veja e a participar do Jornal de Vanguarda da TV Bandeirantes. Como compositor, teve músicas gravadas por Caetano Veloso, Paulinho Boca de Cantor, Itamar Assumpção, Ney Matogrosso, por grupos como A cor do Som e Blindagem, e parcerias com Moraes Moreira.
Paulo Leminski foi também faixa-preta e professor de judô, poliglota e tradutor, professor de história e de redação em cursos pré-vestibulares, diretor de criação e redator de publicidade. Para o público infanto-juvenil escreveu em 1986, Guerra dentro da gente e, em 1989, A lua foi ao cinema.
O poeta morreu no dia 7 de junho de 1989. A morte rondava a trajetória de Leminski, que perdeu também o primeiro filho, Miguel Ângelo, vencido pelo câncer em 1979, aos 9 anos de idade. Ele próprio esperava a morte desde que os médicos lhe preveniram, perto dos quarenta anos, que seu fígado e pulmão não resistiriam àquela vida regada à vodka, cigarro e outras drogas. " Maremotos em mares mortos. Pai morto. Mãe morta. Filho morto. Irmão morto. Como querer que minha vida não seja torta?", escreveu em 88, um ano antes de morrer. Em sua homenagem, foi inaugurado o Espaço Cultural Paulo Leminski, teatro multimídia ao ar livre, na antiga pedreira municipal de Curitiba, no mesmo ano.
Obra
Poesia LEMINSKI, Paulo. Quarenta clic's de Curitiba. Poesia e fotografia, com o fotógrafo Jack Pires. Curitiba, Etecetera, 1976. (2ª edição Secretaria de Estado Cultura, Curitiba, 1990.) n.p. Polonaises. Curitiba, Ed. do Autor, 1980. n.p. Não fosse isso e era menos/ não fosse tanto e era quase. Curitiba, Zap, 1980. n.p. Tripas. Curitiba, Ed. do Autor, 1980. Caprichos e relaxos. São Paulo, Brasiliense, 1983. 154p. & RUIZ, Alice. Hai Tropikais. Ouro Preto, Fundo Cultural de Ouro Preto, 1985. n.p. Um milhão de coisas. São Paulo, Brasiliense, 1985. 6p. Caprichos e relaxos. São Paulo, Círculo do Livro, 1987. 154p. Distraídos venceremos. São Paulo, Brasiliense, 1987. 133p. (5ª edição 1995) La vie en close. São Paulo, Brasiliense, 1991. Winterverno (com desenhos de João Virmond). Fundação Cultural de Curitiba, Curitiba, 1994. (2ª edição a sair pela Iluminuras) Szórakozott Gyozelmunk (Nossa Senhora Distraída) - Distraídos venceremos, tradução de Zoltán Egressy . Coletânea organizada por Pál Ferenc. Hungria, ed. Kráter, 1994. n.p. O ex-estranho. Iluminuras, São Paulo, 1996. Melhores poemas de Paulo Leminski. (seleção Fréd Góes) Global, São Paulo, 1996. Aviso aos náufragos. Coletânea organizada e traduzida por Rodolfo Mata. Coyoacán - México, Eldorado Ediciones, 1997. n.p.
Prosa LEMINSKI, Paulo. Catatau (prosa experimental). Curitiba, Ed. do Autor, 1975. 213p. Agora é que são elas (romance). São Paulo, Brasiliense, 1984.1 63p. Catatau. 2ª ed. Porto Alegre, Sulina, 1989. 230p. Metaformose, uma viagem pelo imaginário grego (prosa poética/ensaio). Iluminuras, São Paulo, 1994. (Prêmio Jabuti de poesia , 1995) Descartes com lentes (conto). Col. Buquinista, Fundação Cultural de Curitiba, Curitiba, 1995. · Agora é que são elas (romance). 2ª ed. Brasiliense / Fundação Cultural de Curitiba, 1999.
Biografias LEMINSKI, Paulo. Cruz e Souza. São Paulo, Brasiliense. 1985. 78p. Matsuó Bashô. São Paulo, Brasiliense, 1983. 78p. Jesus. São Paulo, Brasiliense, 1984, 119p. Trotski: a paixão segundo a revolução. São Paulo, Brasiliense, 1986. Vida (biografias: Cruz e Souza, Bashô, Jesus e Trótski). Sulina, Porto Alegre, 1990. (2ª edição 1998) Ensaios POE, Edgar Allan. O corvo. São Paulo, Expressão, 1986. 80p. (apêndice) Poesia paixão da linguagem. Conferência incluída em Sentidos da paixão. Rio de Janeiro, Companhia das Letras, 1987. p.287-305. Nossa linguagem. In: Revista Leite Quente. Ensaio e direção. Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, v.1, n.1, mar.1989. LEMINSKI, Paulo. Anseios crípticos (anseios teóricos): peripécias de um investigador dos sentido no torvelinho das formas e das idéias. Curitiba, Criar, 1986. 143p. Metaformose, uma viagem pelo imaginário grego (prosa poética/ensaio). Iluminuras, São Paulo, 1994. (Prêmio Jabuti de poesia , 1995) ·Ensaios e anseios crípticos. Curitiba, Pólo Editorial, 1997. n.p.
Traduções FANTE, John. Pergunte ao pó. São Paulo, Brasiliense, 1984. FERLINGHETTI, Lawrence. Vida sem fim (com Nelson Ascher e outros tradutores). São Paulo, Brasiliense, 1984. n.p. JARRY, Alfred. O supermacho; romance moderno. São Paulo, Brasiliense, 1985. 135p. lndição editorial, posfácio e tradução do francês. JOYCE, James. Giacomo Joyce. São Paulo, Brasiliense, 1985. 94p. Edição bilingüe, tradução e posfácio. LENNON, John. Um atrapalho no trabalho. São Paulo, Brasiliense, 1985. MISHIMA, Yukio. Sol e aço. São Paulo, Brasiliense, 1985. PETRONIO. Satyricon. São Paulo, Brasiliense, 1985.191 p. Traducão do latim. BECKETT, Samuel. Malone Morre. São Paulo, Brasiliense, 1986.16Op. lndicação editorial, posfácio e traduções do francês e inglês. Fogo e água na terra dos deuses. Poesia egípsia antiga. São Paulo, Expresão, 1987. n.p.
... Gozo Fabuloso (contos) Argumento (teatro)
Um escritor na biblioteca ("bate-papo"). Biblioteca Pública do Parana, Curitiba, 1985. Paulo Leminski. Série Paranaenses, reunião de entrevistas e resenhas. S
cientia et Labor, Curitiba, 1988. Memória de vida (homenagem póstuma). Fundação Cultural de Curitiba, Curitiba, 1989. Uma carta uma brasa através / Cartas a Régis Bonvicino (correspondência). Iluminuras, São Paulo, 1991. MENEZES DE MELO, Tarso. Poesia, pão e circo & Paulo Leminski: ofício de fascínio (ensaios). Alpharrabio, Santo André, 1997. Envie meu dicionário / Cartas a Régis Bonvicino e alguma crítica (correspondência). 34 Letras, São Paulo, 1999. Cinema ROTEIRO para documentário sobre o Museu David Carneiro. DRAMA da fazenda Fortaleza (participação no roteiro). Novela Minha Classe Gosta, Logo, É Uma Bosta Telenovela Outra paixão é um perigo Quadrinhos Quando papai voltar Roteiros O anãozinho de bordel Sinal verde para o prazer A vida e morte
Ali
ali só ali se
se alice ali se visse quanto alice viu e não disse
se ali ali se dissesse quanta palavra veio e não desce
Trailer do novo documentário sobre Hunter S. Thompson Com narração do ator Johnny Depp (que interpretou Hunter S. Thompson na versão cinematográfica de Medo e Delírio em Las Vegas) o documentário Gonzo: The Life And Work Of Dr. Hunter S. Thompson conta momentos cruciais da vida do Dr. Gonzo, como a cobertura da corrida presidencial norte-americana de 1972. Entre os entrevistados estão o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter, George McGovern, candidato a presidente que perdeu as eleições para Richard Nixon em 72, o jornalista Tom Wolfe, o editor e diretor da revista Rolling Stone Jann Werner e o ilustrador e parceiro de presepadas Ralph Steadman. Gonzo deve estrear nos EUA em julho deste ano.
Trinta e cinco anos depois do incêndio que destruiu seus negativos, o longa-metragem O dragão da maldade contra o santo guerreiro, de Glauber Rocha, retorna aos cinemas brasileiros em cópia restaurada. Com o filme, Glauber recebeu, em 1969, o prêmio de Melhor direção no 21º Festival de Cannes. A repercussão foi tanta que, na época, o filme ilustrou a primeira capa colorida da cultuada revista francesa Cahiers du cinéma. Considerado o maior sucesso de público da carreira do cineasta baiano, o filme conquistou grandes admiradores, entre eles o cineasta norte-americano Martin Scorsese.
Para comemorar o retorno do clássico às telas, a Cinemateca Brasileira exibe, além de O dragão da maldade, mais quatro filmes do cineasta também em cópias restauradas: Barravento, Deus e o diabo na terra do sol, Terra em transe e A Idade da Terra.
A restauração digital dos filmes foi realizada pelos Estúdios Mega, pela JLS Facilidades Sonoras com Cooperação Técnica da Cinemateca Brasileira. O projeto foi patrocinado pela Petrobras através da Lei Rouanet e realizado pelo Tempo Glauber e Paloma Cinematográfica.
Um grupo de pescadores de xaréu, cujos antepassados vieram da África como escravos, mantém antigos cultos místicos ligados ao candomblé. A chegada de Firmino, antigo morador que se mudou para Salvador fugindo da pobreza, altera o panorama pacato do local.
Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha
Rio de Janeiro, 1964, 35mm, pb, 125’ I Exibição em HD Cam
Geraldo d'el Rey, Yoná Magalhães, Othon Bastos, Maurício do Valle
Depois de matar o patrão, o vaqueiro Manuel e sua mulher Rosa vagam pelo sertão. Encontram um deus negro, um diabo loiro e o temível Antônio das Mortes.
O dragão da maldade contra o santo guerreiro, de Glauber Rocha
Rio de Janeiro, 1969, 35mm, cor, 95’ I Exibição em HD Cam
Othon Bastos, Mauricio do Valle, Odete Lara, Jofre Soares
Antônio das Mortes, personagem de Deus e o diabo na terra do sol, é contratado por um coronel para exterminar um bando de cangaceiros.
A Idade da Terra, de Glauber Rocha
Rio de Janeiro, 1978-1980, 35mm, cor, 134’ I Exibição em HD Cam
Maurício do Valle, Jece Valadão, Norma Bengell, Ana Maria Magalhães
Com passagens abertamente didáticas e panfletárias, o filme traz à tela personagens arquetípicas de um comportamento ou de uma situação política: um pescador marginal místico, um profeta negro, o conquistador português, o subversivo de classe média, as forças imperialistas, as nações indígenas, etc.
Terra em transe, de Glauber Rocha
Rio de Janeiro, 1967, 35mm, pb, 105’ | Exibição em 35mm
Jardel Filho, Glauce Rocha, Paulo Autran, José Lewgoy
Em Eldorado, o poeta e jornalista Paulo Martins, à beira da morte, rememora sua participação em lutas políticas. Dividido entre dois aspirantes ao poder e manipulado pela multinacional Explint, ele agoniza, sem conseguir solucionar as contradições de Eldorado e as suas, ao tentar equacionar de forma conseqüente poesia e política.
SOBRE O RESTAURO
Destruídos em um incêndio no Laboratório GTC em Paris, em 25 de junho de 1973, os negativos de O dragão da maldade contra o santo guerreiro tiveram restauro digital de imagem realizado a partir de uma cópia com versão sonora francesa. O trabalho foi feito no Laboratório Prestech, na Inglaterra, com curadoria de João Sócrates Oliveira e supervisão de fotografia de Affonso Beato. Por este motivo, as cenas das canções que não foram dubladas, contêm legendas em francês. Na reconstrução da versão sonora em português feita na Cinemateca Brasileira e no Estúdio JLS, sob curadoria de José Luiz Sasso, foram utilizadas cópias de diferentes suportes. Os créditos da equipe técnica e do elenco passam, desta forma, a ocupar os letreiros finais do filme, devidamente traduzidos e corrigidos. Pelo valor documental, a curadoria decidiu preservar o texto introdutório do filme existente na versão francesa, que serviu de base para a restauração, traduzindo na íntegra, o seu conteúdo.
Festival de Inverno de Paranapiacaba 2008- Programação.
O festival ocorre no segundo, terceiro e quarto finais de semana do mês de julho. Confira os dias dos principais shows
Dia 12 15h – Mariana Aydar e banda (Clube União Lyra Serrano) 17h – Seu Jorge e banda (Espaço Viradouro) 19h – Raul de Souza e banda Tocaia (Clube ULS) 21h – Clube do Balanço (Espaço Viradouro)
Dia 13 13h – Coral Infantil do SESI e Coral Municipal de Santo André (Clube ULS) 14h – Wagner Tiso e Vitor Biglione (Espaço Viradouro) 17h – Orquestra Sinfônica de Santo André e Madeira de Vento (Clube ULS) 18h – Isabella Taviani e banda (Espaço Viradouro)
Dia 19 15h – Marina De La Riva e banda (Clube ULS) 17h – Lenine e banda (Espaço Viradouro) 19h – Filme SP Sinfonia da Metrópole Wilson Sukorski e Livio Tratemberg (Clube ULS) 21h – Agô – Cantos Sagrados Brasil e Cuba e Orquestra Heartbreakers (Espaço Viradouro)
Dia 20 13h – Grupo Mawaca (Clube ULS) 14h – Hamilton de Holanda e Danilo Brito (Espaço Viradouro) 17h – Duofel (Clube ULS) 18h –ZECA BALEIRO E BANDA (Espaço Viradouro)
Dia 26 15h – Trio 202 Nelson Ayres, Toninho Ferragutti e Ulisses Rocha (Clube ULS) 17h – Fabiana Cozza e banda (Espaço Viradouro) 19h – Balé de Diadema e Grupo Pedra Branca (Clube ULS) 21h – Otto e banda (Espaço Viradouro)
Dia 27 13h – Sound Scape Big Band (Clube ULS) 14h – Eddie C. Campbel e Irmandade do Blues (Espaço Viradouro) 17h – Badi Assad Trio (Clube ULS) 18h –Scott Henderson Trio (Espaço Viradouro)
Mais informações sobre a programação estarão disponíveis através do telefone do Centro de Informações Turísticas da vila, 4439-0237.
Músicas, mostras de cinema, performances teatrais e exposições aquecem o inverno em Paranapiacaba. Além da programação cultural, o visitante poderá se deliciar com a gastronomia oferecida pelos restaurantes e casas da vila ferroviária.